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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

Doações irregulares da AIB envolvem 92 candidatos

Dados oficiais do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que a AIB (Associação Imobiliária Brasileira) financiou 92 candidatos, em um total de R$ 9,7 milhões, nas eleições de 2002, 2004, 2006 e 2008, ano em que se tornou a segunda maior doadora do país, informa reportagem de Ranier Bragon e Felipe Seligman, publicada nesta quinta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Veja tabela com os nomes daqueles que receberam da entidade.

A associação é pivô da decisão de cassação de 13 vereadores paulistanos na segunda-feira. Foram cassados Abou Anni (PV), Adilson Amadeu (PTB), Wadih Mutran (PP), Adolfo Quintas Neto (PSDB), Carlos Apolinário (DEM), Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB), Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB), Dalton Silvano do Amaral (PSDB), Domingos Dissei (DEM), Gilson Almeida Barreto (PSDB), Marta Freire da Costa (DEM), Ricardo Teixeira (PSDB) e Ushitaro Kamia (DEM).

No dia seguinte, no entanto, o juiz Aloisio Sérgio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, suspendeu a cassação de três vereadores. O efeito suspensivo valerá até o julgamento do recurso pelo TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo.

A nova decisão atende os vereadores Abou Anni, Amadeu e Mutran, além do suplente em exercício de mandato Quito Formiga (PR), que foi punido com a inelegibilidade, já que no caso dele não aplica a cassação porque ele foi eleito como suplente.

Silveira deve estender a decisão para os demais acusados, já que as acusações são iguais para todos os vereadores. No entanto, para isso, a defesa precisa entrar com recurso, porque as ações são individuais. Os advogados têm até hoje para recorrer.

Por lei, a entidade é proibida de fazer doações a candidatos. O caso foi revelado pela Folha em abril deste ano. A AIB é uma associação acusada de funcionar como entidade de fachada do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário) para fazer doações a políticos; o sindicato sempre negou qualquer vínculo com as doações.

 


 

 

Fonte: Jornal Folha de São Paulo