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Sábado, 19 de Dezembro de 2009

 

Nova luz começa sem grifes e com briga

BRUNO PAES MANSO E RODRIGO BRANCATELLI - Agencia Estado

SÃO PAULO - O processo de licitação para escolher o consórcio que vai repensar a cracolândia, no centro de São Paulo, considerado atualmente o projeto mais importante do governo municipal, começou ontem com o pé esquerdo. E com briga judicial. Cinco empresas se habilitaram oficialmente para participar do certame licitatório, mas outros quatro consórcios foram impedidos de continuar por terem se inscrito minutos após o prazo final para a entrega dos documentos - quinta, até as 17 horas.


Culpando o trânsito, a dificuldade de entrar na sede da Prefeitura, a lentidão dos elevadores e o fato de só um funcionário estar disponível para protocolar pilhas e mais pilhas de folhas sulfite, as empresas desabilitadas começaram ontem mesmo a questionar o processo judicialmente - um escritório de arquitetura já conseguiu liminar para seguir na licitação.


Na abertura dos envelopes dos concorrentes, todos os envolvidos já afirmavam que o prazo da Prefeitura para anunciar o vencedor, fevereiro, é ilusório, uma vez que os embates jurídicos entre as empresas devem atrasar o final da licitação. O evento, aliás, que ocorreu em uma sala do Edifício Martinelli, no centro, não ficou livre de picuinhas e ataques.


O arquiteto Jorge Wilheim, que participa de um consórcio habilitado, foi uma das figuras mais comentadas - ele protocolou três caixas de documentos apenas um minuto antes do fim do prazo.


Entre os escritórios que ficaram de fora e que agora prometem levar a briga para a Justiça está um consórcio que conta com a expertise dos italianos Bernardo Secchi e Paola Vigano, responsáveis por planos de urbanização e projetos na Itália, Ucrânia, França, Bélgica e Espanha. Era uma das poucas grifes estrangeiras que participavam do processo - ao contrário da expectativa da Prefeitura, que colocou exigências no edital no intuito de fazer com que escritórios de arquitetura de São Paulo se unissem com conglomerados estrangeiros.

Fonte: Estado de São Paulo