| Hoje é Qua 08 Set, 2010 11:01 pm |
Cinco consórcios estão concorrendo; o que tiver mais experiência deve ser o vencedor
Camilla Rigi, do R7
Foto por J.F.Diório/08.03.2007/AE
A Prefeitura de São Paulo, que tinha dois meses para avaliar qual dos consórcios que se candidataram para fazer o projeto da Nova Luz, no centro da cidade, é o mais capacitado para o trabalho, adiou o prazo da definição.
Os envelopes com as propostas foram abertos no dia 18 de dezembro e o vencedor deveria ter sido anunciado em 18 de fevereiro. Entretanto, o governo municipal avaliou, em 12 de fevereiro, que todos os concorrentes deveriam complementar a documentação. Um consórcio, por sua vez, questionou o pedido da prefeitura, atrasando a escolha do escritório que fará o projeto. Nesta semana, foi fixado o prazo de 17 de março para a complementação dos documentos.
A análise dos documentos é feita por uma comissão da SMDU (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano). No total, nove grupos se candidataram, porém, quatro deles apresentaram a proposta fora do horário determinado e foram excluÃdos. Os candidatos aprovados foram:
- Consórcio Urb (Curb), composto pelas empresas Aflalo & Gasperini, Arquitetos Ltda., Davis Brody Bond, Cooper, Robertson & Partners, LLP, A4 Comunicação Ltda., Ctageo Engenharia e Geoprocessamento, Lu Fernandes Escritório de Comunicação e Ecologus Engenharia Consultiva Ltda.;
- Consórcio Cidade Nova, composto pelas empresas AW Construções e Empreendimentos Ltda., Arquiteto Paulo Bastos e Associados Ltda., Cobrape, PBLM Consultoria Empresarial Ltda., Ambiental Engenharia e Consultoria Ltda.;
- Consórcio Nova Luz, composto pelas empresas Logos Engenharia S/A, RTKL Associates, Inc., Piratininga Arquitetos Associados Ltda., e Arcadis Tetraplan S.A.;
- Consórcio DHIW, composto pelas empresas Diagonal Urbana, Hines Â- Residencial Brasil Projetos Imobiliários Ltda., Idom - Ingenieria y Consultoria S.A., Jorge Wilheim Consultores Associados.
O vencedor terá que pensar não apenas nos aspectos da arquitetura — transformar um lugar degradado em uma região agradável para se viver — como também na viabilidade do projeto. A prefeitura exige um estudo que mostra os custos para implantar a proposta, uma análise do impacto ambiental e um plano de comunicação para a população.
Mas o que realmente deve contar na escolha do consórcio é a experiência das empresas que o compõem em fazer intervenções do mesmo porte, a prática na elaboração de estudos de impacto ambiental e o currÃculo da equipe envolvida no projeto.
Depois de definido o vencedor, ele terá quatro meses para apresentar a proposta preliminar de intervenção. Durante o perÃodo de elaboração do projeto, os autores terão de ouvir a população e expor a proposta à consulta pública. Só depois será aberta uma nova concorrência para definir quem vai tirar o plano do papel. A obra mesmo só deve começar em 2011.
Fonte: R7 Nóticias